Resumen
Considerando a atual importância da obra “Origens do Totalitarismo”, propõe-se, neste ensaio, expor os argumentos utilizados por Hannah Arendt para explicar o antissemitismo europeu do Século XX, o surgimento do regime nazista e seu estabelecimento, a partir do quadro político de queda do imperialismo, de estabelecimento dos Estados-Nações no pós-I Guerra, das consequências dos tratamentos dados às minorias no contexto entreguerras, que culminaram na progressiva exclusão dos judeus europeus do cenário político-cultural. Ainda, busca-se trazer alguns pontos importantes que Arendt aborda como características do regime nazista, que o singulariza na história como uma experiência sem precedentes. Para tanto, parte-se de análise da própria obra em comento, assim como de reflexões lançadas por outros teóricos do campo da sociologia e da filosofia, preocupados em compreender questões afetas aos direitos humanos, às consequências do Holocausto e à inclusão e reconhecimento de minorias, a exemplo do sociólogo alemão, Jürgen Habermas, e do filósofo francês, Paul Ricoeur e da filósofa Seyla Benhabib.
Citas
ARENDT, Hannah. Origens do totalitarismo: antissemitismo, imperialismo, totalitarismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2021.
ARENDT, Hannah. Sobre a violência. 7ª. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2016.
BENHABIB, Seyla. Dignity in Adversity: Human Rights in Troubled Times. Cambridge: Polity Press, 2011.
HABERMAS, Jürgen. Facticidade e validade. São Paulo: Editora Unesp, 2020.
RICOEUR, Paul. O si-mesmo como outro. São Paulo: Martins Fontes, 2019.
RICOEUR, Paul. A memória, a história, o esquecimento. São Paulo: Martins Fontes, 2018.

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